Em que negócio estou?

Prezado Leitor,

Sempre ando pelas agencias e escuto de maneira uníssona; “a internet tem concorrido muito com a minha agência”, além de outras reclamações do gênero.

Não resta mais nenhuma dúvida que o modelo de negócios para o agenciamento de viagens mudou muito, sobretudo após a quebra da NASDAQ e da venda direta por parte das cias aéreas, hotéis e outros componentes da “cadeia turística”, isso tudo por volta de 2001.

Vale ressaltar o numero de compromissos financeiros assumidos pelas agencias, pontualmente pagos por anos a fio. Uma profissão baseada na eficiência e no credito de mercado. Uma atividade onde a credibilidade e a eficiência são prerrogativas básicas. Quem com essas características, estaria reclamando do mercado?

Mas reclamam…

Como falei, o modelo mudou, o contado do passageiro com a agencia se dá pelo Facebook, e-mail, homepage, Skype, entre outros que virão por ai, ou seja, o passageiro não costuma vir na empresa.

Não seria a hora de repensar, instalações de luxo, pontos comerciais badalados, e todas as despesas invisíveis para seu cliente?

Será que já chegou a hora de parar de falar “eu tenho um site” e trocar por “eu tenho um Web Commerce”?

Será que as pessoas que passam na porta da minha agência ainda são os meus clientes ou será que eles “passam” por aqui na forma de bites.

Quantos “serás”, porém quem responder um só descobre o que realmente fazemos.

O que será que uma agencia de viagens vende?

Aguardo seu comentário! Grande abraço!

Comentários

  • Ricardo Pontilho

    Eduardo, no meu ponto de vista,o agente de viagens que desejar se manter no mercado, mesmo os que trabalham com nichos, como turismo rural, religioso, moto, bike, entre outras modalidades, precisa urgentemente migrar do modelo de agência física + site para um modelo “misto”, isto é, o que combine e-commerce com atendimento (suporte) de qualidade ao cliente, sendo que, este atendimento pode partir de uma simples base online (uma sala, por exemplo), ou ainda, a partir da agência física tradicional, o que neste caso, se converte em um diferencial, pois o brasileiro, em geral, gosta de pesquisar e comprar online, mas se tiver uma opção de atendimento físico, em local confortável (não necessariamente de luxo), mas seguro e com estacionamento, o mesmo muitas vezes dá preferência em fazer antes da compra, uma visita à loja física, para ter mais segurança na sua escolha.
    Tanto é assim no Brasil, que já existem empresas “OTA” que já estão com lojas físicas com o objetivo de buscar o fechamento das consultas recebidas inicialmente online.
    A vantagem para os agentes de viagens que tomarem esta decisão agora, é que várias operadoras do mercado já estão oferecendo esta tecnologia gratuitamente, ou com baixo custo quando incluído em seus sistemas os chamados “motores” de busca de passagens aéreas, permitindo que o agente converta rapidamente seu “site” em um verdadeiro e-commerce.
    O “custo” para o agente será apenas uma maior fidelidade ao operador fornecedor da tecnologia. No meu entendimento, um “preço” baixo a ser pago, para ajudar o agente de viagens a rapidamente de converter de fato em uma agência “online”.

    Abraços
    Ricardo Pontilho
    Manager – Travel Industry

    • Rh.Tur

      E bem por ai Rogério, eu também acredito muito neste modelo de negócio.
      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Eduardo Racy Abdalla