Agenciando pela internet

 

Como reposicionar meu trabalho de agenciamento no novo modelo de negócio vigente.

 

A necessidade de questionar porque ainda estamos fazendo as mesmas coisas por anos a fio.

 

Investir em decoração, se o passageiro não vai mais a agencia.

 

Escolher pontos nobres, pagando horrores de aluguel, e os pedidos chegando por e-mail, Facebook, telefone, entre outros.

 

Letreiros com logomarca da cias aéreas em detrimento ao nosso próprio nome.

 

Fazer um site que não gere negócios.

 

Comprar listas de e-mail para fazer e-mail marketing.

 

Não estabelecer a Missão, os valores e os objetivos da empresa.

 

Enfim, dá pra questionar um monte de coisas.

 

Porém, na minha opinião, o atual momento merece uma reflexão para entender onde estamos neste novo modelo de agenciamento que está se construindo.

 

O fenômeno da desintermediação, retirando do mercado os intermediários que não geram mais valor para o serviço. Qualquer um entre o produtor e o consumidor que não agregue será posto para fora da transação.

 

Identificar, como já escrevi em post´s anteriores, identificar o que realmente vendemos aos nossos passageiros é de vital importância para nossos negócios. Assim como em outros mercados, o que vendemos nada mais é que INFORMAÇÃO.

 

Se esta informação estiver de graça na internet, tais como reservas de voos, hotéis, entre outros, então estou fora do mercado. Afinal eu cobro por algo que já é free na net.

 

Se algo que produzo tenha nível de sofisticação e até certa exclusividade, recheada com itens como credibilidade, honestidade, capacidade técnica, etc., alias, coisas comuns no trade, ai sim começo a formatar meu embrião de trabalho na internet.

 

Informação, não anda pelos meios físicos, informação tem capacidade reprodutiva e exponencial quando trafega pela internet.

 

Informação não é átomo é um bit. E bit trafega pelo meio digital.

 

Agregar valor na internet.

 

Onde minha agência agrega valor para meu passageiro?

 

Agradeceria seu post.

 

10
 em Blog

Comentários

  • Bruno Gambini

    Realmente, as mudanças no mercado tornam mais difícil a vida das agências de viagem. Parece que praticamente tudo está disponível diretamente ao consumidor, seja reserva de hotéis, passagens, city-tours. O que ao meu ver o mercado de agenciamento de turismo carece hoje não é de “meros vendedores de produtos”, mas de verdadeiros consultores. Falta muito no mercado profissionais que realmente saibam orientar o cliente, montar um roteiro personalizado, entender o perfil do cliente e oferecer a ele algo que realmente vá de encontro com seus interesses. Para isso, acho que às agências cabe inverstir mais em qualificação dos seus funcionários, principalmente no tocante à destinos turísticos, roteiros, dentre outros.

    • Rh.Tur

      Oi Bruno,
      Concordo com você em tudo que escreveu!
      Tenho acompanhado algumas agencias que investiram em tecnologia e treinamento e hoje colhem muitos frutos com ecommerce!
      Um grande abraço e espero vê-lo por aqui outras vezes.
      Eduardo Racy Abdalla

  • Pedro Anjo

    A acessibilidade de informações como o uso da tecnologia, assim como sua credibilidade no atual mercado vão de encontro com a necessidade de uma intervenção de um ou mais consultores para se obter melhores atuações satisfação do clientelismo. Atitudes como conduzir multiplicadores nas empresas induzindo uma manifestação de conforto para as empresas na garantia dos serviços e atingindo melhores resultados quer dizer temos que ter um elemento que treine o tempo todo a equipe para gerir garantia de lucratividade.

    • Rh.Tur

      Oi Pedro,
      Muito pertinente seu comentário. estamos programando um treinamento continuo, suas sugestões serão bem vindas pelo meu e-mail direto; eduardo@rh.tur.br.
      Muito obrigado e espero te ver outras vezes por aqui.
      Abraços.
      Eduardo Racy Abdalla

  • Kassandra Azevedo

    Infelizmente a tecnologia tem avançado de modo assustador, e acho que pegou os agenciadores de surpresas, é necessário oferecer para o cliente o que ele não pode fazer na internet, como montar um roteiro exclusivo, sabendo quantos dias serão necessários para cumprir um determinado roteiro e muito mais. Os agenciadores vão fazer a diferença como apoio ao cliente.

    • Rh.Tur

      Oi Kassandra,

      Concordo com você, mas acredito que o agente de viagens também pode fazer parte do mercado no meio virtual, e digo mais. O pequeno agente tem mais condições no meio online que no modo offline. Dada a possibilidade de divulgar seus serviços a uma amplitude de clientes muito maior do que aqueles que passam pela porta da agencia. Na internet qualquer nicho de mercado é uma tsunami de pessoas. Pode acreditar neste modelo de negócios.
      Muito obrigado pelo seu comentário, e espero vê-la mais vezes por aqui.
      Eduardo Racy Abdalla

  • Ana Pelotas

    “Não existem atalhos para o sucesso, e se não planejar seus passos com cuidado pode sentir alguns resultados negativos na pele”
    Considero que a primeira parte já realizastes que foi perceber que as antigas estratégias não funcionam mais e que o mercado na área de viagens se vende por si só.
    Diria que um segundo passo é repensares no foco do teu negócio/públicos que ainda podes atingir/novas estratégias para conquistar novos clientes e, é claro reconquistar os antigos…
    Lembre também que muitas vezes o que é visto como “gasto/custo” na verdade é um investimento, digamos que sai pela janela, mas retorna pela porta em forma de cliente (negócio). Lembre também que marketing não funciona só na mídia- não confundi-los (quebra o pequeno empresário)
    Então vamos a algumas estratégias que espero que poderão te auxiliar: realizar um levantamento prévio, o mais rápido possível, embasado em pesquisas e análise de mercado.
    Qualificar cada vez mais os funcionários e todos manterem-se informados das novas tendências de mercado. Criar convênios com Universidades e outros para trabalhar com estagiários para manter e buscar novos clientes.
    Sempre manter atualizado o banco de dados- pode te propiciar clientes por três ou mais gerações- Cliente fiel que traz consigo filhos e netos.
    Isto já é sabido, conforme comentas no blog, o cliente nem sempre vai até o empresário – ainda é importante que teus clientes divulguem as excelentes viagens incentivando o boca a boca, tragam consigo familiares, amigos,vizinhança, colegas de trabalho…
    A partir daí criares cadastro de clientes em potencial (peça indicações e vai se ramificando). Cabe lembrar aqui que uma técnica muito utilizada é o sorteio de uma viagem para isto os turistas deverão preencher um rápido cadastro indicando mais duas pessoas conhecidas para uma próxima viagem.
    Buscar novos mercados, incentivando teus clientes fiéis. EX.: Passeios infantis ( acompanhados de um responsável), turismo de aventura (convidarão alguém para ir junto), incluir algo diferente em roteiros saturados, oportunizar novas regiões, etc…
    Fundamentalmente reservar alguma verba destinada para participação em feiras e similares tendo em vista tornar-se cada vez mais conhecido no mercado e fazer redes de relacionamento.
    Certamente deves fazer um investimento realizando uma consultoria com o SEBRAE – Realmente se tornaram excelentes nesta área vão te auxiliar a reestruturar as atividades profissionais da Empresa. Eu em Pelotas participo de todos os cursos e palestras possíveis.

    • Rh.Tur

      Oi Ana,

      Obrigado pelo seu comentário e parabéns pela sua visão de mercado.
      Concordo sobre treinamento da equipe, tanto que estou completamente envolvido com ele.
      Obrigado mais uma vez e espero vê-la aqui outras vezes.
      Eduardo Racy Abdalla

  • Bianca Carneiro

    O mundo está deixando de ser ponto morto para ser pontocom, compras, estudos, viagens e etc. Em minha análise o mercado poderá enxugar pois o preço ainda agrega mais que qualquer coisa, o pax quer pagar o melhor pelo mais barato, mas nada ainda substitui o contato humano, a troca de experiência e ideias. A troca ainda é o bem mais estimulante que temos. A informação, a tecnologia veio a ajudar temos que melhorar com prestação de serviços, com atendimento, com o produto. Vejo nas agência a qual supervisiono, passageiros pesquisando no online mas comprando no offline, porque eles gostam de segurança, trocar experiências. Hotel Urbano hoje umas das maiores agências virtuais, tem suas lojas físicas, porque eles captam que tem a necessidade desse contato.

    • Rh.Tur

      Oi Bianca, muito legal sua expressão “ponto morto”!
      Sobre o contato humano, o mesmo pode se dar pela internet, como já se falam entres os escritores de internet, “a rede não é uma rede de computadores e sim de pessoas”. Acredito que a relação interpessoal/comercial e bem possível neste meio, e creio que seus serviços podem ter uma dimensão muito maior através dela.
      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Espero vê-la mais vezes por aqui.
      Eduardo Racy Abdalla